segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Apócrifos da Lenda do Reino dos Beija-flores

Eis trechos de alguns fragmentos do arquivos de memória do lendário RIO BRANCO que foram restaurados no aperiodico conhecido como novo milênico terrestre.
Para que entenda melhor esses é preciso que conheça a FABULENDÁRIA narrativa da LENDA DO REINO DOS BEIJA-FLORES
"...E o encantado menino-peixe Botintim ajudou o pequeno rei dos
beija-flores apagar o incêndio que os amarelos provocaram no bosque
das fontes de nécta do rei, pois tentavam assim enfraquecer o poder que o rei
tinha sobre os pobres beija-flores amarelos.
O Botintim chamou todos a beira rio e disse que essa não era a formas mais certa acabar com o poder dos nobres beija-flores azuis. Pois destruindo as fontes de nécta, estavam também destruindo as fontes que os alimentavam. E
o pequeno rei dos beija-flores então disse:
- A melhor maneira de mudar essa ilusória diferença de classes e todos os equivocos produzidos por elas, não é destruindo o reino dos beija-flores azuis. É construindo o nosso próprio reino, com as nossas próprias fontes de nécta.
Perguntaram então ao pequeno rei:
- Como vamos construir um reino para os amarelos, se não temos sequer
uma fonte de nécta na aldeia?
- Eu e o Botintim pensamos nisso.- Disse o pequeno rei.- E encontramos uma solução,
descobrimos como transportar as fontes de nécta para onde a gente quiser.
- Como podemos fazer isso?
Então o Botintim levantou seu Maracá e balançou dizendo:
- Sorriam! a grande festa está começando."
(Existe fragmentos que afirmam que esta ultima frase do pequeno Botintim, é
uma das frases mais repetida nas festa do novo reino dos beija-flores).
A cena do beija-florzinho buscando ajuda para apagar o fogo no bosque
é uma cena bastante conhecida dos lendologos. Muitas vezes isolam essa
narrativa para usa-la como incentivo a idealistas revolucionários. Entre as versões mais populares, temos a seguinte:
" A vegetação ardia em fogo, e o beija-florzinho, desesperado ia até o
rio pegava um pouco de água no bico e jogava sobre as chamas, os
amigos pediam para que ele parasse com aquela luta em vão, pois sozinho não ia conseguir apagar o incendio na floresta."
E o beija-florzinho respondeu aos seus amigos. Mas essa resposta difere
entre algumas narrativas conhecidas, mas a essencia dela continua. Vejamos duas que são bastante conhecidas:
1) - Eu estou fazendo o que acho certo.
E a outra:
2) - Eu estou fazendo a minha parte.

Obs. Entre as variações complementares do relato acima, temos a seguinte:
" O encantado menino-peixe Botintim, vendo todo o esforço que ia além da pequena estrutura do beija-florzinho, se solidarizou com a atitude e foi em seu auxilio. Saltou no rio e transformou-se em peixe, e assim batendo varias vezes com a calda nas águas fez um grande banzeiro que o ajudou a apagar o incêndio."

Outros fragmentos que parecem estar ligados aos relatos que antecedem a grande festa são os seguintes:

"...E com o tempo os azuis já não estranhavam mais os beija-flores
amarelos carregando seus maracás preso a cintura, ou reunidos
usando para dança e cantar. "

Outro trecho que com certeza está ligado ao momento de transição administrativo comunitária festivo dos beija-flores amarelos, é o seguinte:

"...E os amarelos saudavam as visitas balançando o Maracá, dizendo:
- Vida a festa!
E o visitante respondia:
- Vida longa!
E o outro dizia:
- De paz !
E o visitante:
- De amor!"

Como podemos constata, esse ultimo fragmento está em sintonia com a narrativa da Lenda do Reino dos Beija-flores. Fica claro que antecede o momento da organização tribal solidária dos beija-flores amarelos que deu origem a reação que mudou a história dos beija-flores. Dá para perceber que antecede a realização da grande festa. Em linhas gerais podemos ver que os Maracás entram ai como peças fundamentais da história. Provavelmente foi com os maracás que os amarelos transportaram as sementes dos arvoredos que floriam no bosque das fontes de néctas imperiais, até o local onde foi erguido o novo reino.
Outro ponto interessante que é bom destacar, é a inesperada utilidade que ganha o Maracá na cultura dos beija-flores amarelos, principalmente no auxilio e execursão das ações que levaram os amarelos a fazerem a transformação social que tanto sonhavam. Uma transformação sem conflitos; sem julgamento exagerados ou desnecessários.
E esse detalhe dos Maracás presente nestas informações, vem assegura a presença da figura do rei de maracá que é senhor da lendária aldeia dos contadores de história das florestas.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Projeto do Reino dos Beija-flores(apresentada no projeto 10 elevado a 100 da google)

**Descreva sua ideia em uma sentença. (máximo de 150 caracteres)

- Um projeto visa a contribuir com a cultural de paz e fortalecer a consciência de preservação da natureza, envolvendo crianças e adultos dos bairro e escolas públicas, usando uma linguagem infanto-juvenil.

**Descreva sua idéia de forma mais detalhada. (máximo de 300 palavras)


- O licerce intelctual do projeto está na narrativa infanto-juvenil, intitulada: "A LENDA DO REINO DOS BEIJA-FLORES ", que será apresentada ao público alvo em forma de contação de histórias por atores profissionais contratados, história narrada em CDs, história em quadrinhos, desenho animado, albúm de figurinhas, musical para teatro, apetrechos artesanais e suvenir com os personagens principais da história.
Os alunos e moradores da cidade serão incentivados a encenarem "A LENDA REINO DOS BEIJA-FLORES" a narrativa em praça pública e nas escolas, que se dará durante uma semana que será definida como: "A semana do REINO DOS BEIJA-FLORES". Durante todo ano crianças e adultos serão incetivados a cultivarem as fontes de néctas nos espaços escolares e nos quintais de suas casas, utilizando flores e plantas ornamentais tipicamente amazônicas que se destaque e floressam em cada um dos dozes meses do ano. E sustentabilidade do projeto, além de arrecadas recursos com matérial audio-visual, vai incentiva a produção de perfumes caseiros usando como materia prima a produção de flores gerada pelo projeto.
Obs. O texto da Lenda do reino dos beija flores pode ser encontrado no blog www.clenilsonbatista.zip.net


**A sua idéia aborda qual problema ou questão? (máximo de 150 palavras)


-Aborda a questão meio ambiental e sugere a utilização de simbolos naturais tipicos amazonico associados a mito e simbolos sagrados religiosos como forma eficaz na construção e no fortalecimento de uma cultura de paz, de um consciência meio ambiental florestana que ajude na preservação e exploração racional dos nossos recursos naturais.

** Caso sua idéia se tornasse realidade, quem se beneficiaria mais? Como? (máximo de 150 palavras)


- Envolveria a nossa população entorno de ideal comum, onde ela participa de forma direta no desenvolvimento do projeto atraves do cultivo de jardins e peças artesanais, com os jardins gerando um novo visual urbano para cidade, e com atraindo o turismo e consequentemente a geração de renda através da comercialização dos produtos caseiros artesanais e paisagisticos que envolve a conclusão do projeto.

** Quais são os primeiros passos para fazer essa idéia sair do papel? (máximo de 150 palavras)

-Publicar " A LENDA DO REINO DOS BEIJA-FLORE" e em seguida ir na rede pública de ensino fundamental e da inicio o projeto das fontes de necta nas escolas com a duração de um ano, para que assim podesse catalogar junto com os estudantes e as comunidades ligadas a elas, as flores que brotam em cada mês do ano.



** Descreva o resultado ideal a ser obtido, caso sua idéia fosse selecionada e implementada com sucesso. Como isso poderia ser mensurado? (máximo de 150 palavras)

-O estabelecimento de uma consciência de preservação do nosso meio ambiente e fonte de renda atraves da cultura do cultivo de flores, incentivando uma arquitetura periferica urbana baseada em casas com terreiros e quintais para o cultivo e produções artesanais.

** Se desejar recomendar uma organização específica ou o tipo ideal de organização para executar seu plano, faça-o aqui. (máximo de 50 palavras)

- Empresa Multinacional que desenvolva projetos que vise a preservação e recuperação do nosso meio ambiente natural

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A AUTO DOS ENCANTADOS

Chegou o período dos enamorados no reino das águas, as nativas estão euforicas, a princesa Nydia anda de um lado para outro, buscando as melhores essências, os mais raros aromas, para perfumar o veludo leve de sua pele suave.
Vai até os jardins, colhe e que de mais belo encontra no caminho e tece o mais belo vestido, e assim vai para o espelho das águas confrontar o poder de encantamento do jovem lider dos encantados, que é parte dos rituais dos enamorados do reino das águas doces. Chegando no portal do espelho ela é recebida com as honra do batismo das águas doces e vai até onde está o jovem lider, que a recebe com um sorriso dizendo:
- Bem vinda ao leito do Rio Branco, minha doce princesa das águas claras. Ouviste-me primavera, é a flor mais bela, finalmente enviaste para mim. Diga-me minha princesa, o que são as porções de sexto sentido com as quais vem disposta a confrontar o meu insuperavel poder de encantamento.

- Poesias, majestoso encantado!

- Ah! minha criança inocente. E o que é poesia?

A princesa Nydia retira alguns manuscritos que traz preso a cintura e entrega a ele dizendo:

- Poesia, é a essência dos florais apaixonados; o elixir dos amantes. O hálito dos deuses enamorados.

Jovem lider examina os manuscritos e diz:

- Poesia, minha criança encantada! É como o vento; É pensar em movimento; Só frios raciocínio congelando fragmentos.

- São mais que isso. São mais encantadas que teus encantos. Com certeza estais enciumado diante de tanta beleza!

- Por tamanhas bobagens? nunca!

- Duvido, majestoso! E Poesias não são bobagem, nossas nativas adoram ouvi-las.

- O que chamas de Poesias!

"São partículas arredias

Orbitantes embriagadas

Apaixonantes apaixonadas

Paralelas em choques

Perdidas

Iludidas

Confundido-se entre elas

Não o luminar eterno

Rotineiras passageiras

As vezes passam por onde ficam

As vezes ficam por onde passam

Perambulando num eterno sempre aqui

Bobos gráficos geométricos sem autonomia

Motivos de traduções cômicas no nosso reino dos encantados."

E para não me alongar, minha princesa. Quero dizer que a verdadeira poesia ainda continua apaixonada por mim, e sempre vem aqui rondar ciumenta, fazendo banzeiros nas águas para turvar os reflexos tão inspiradores quanto ela, que vê surgi ao meu lado nesse nosso magnífico espelho d'gua. Imagens como a tua, minha amada princesa.

- Quanta honra! Me envaidece com tão saudáveis elogios, majestoso.

- Não me agradeça. Agradeça aos deuses que se apaixonaram por ti, e sopraram em meus ouvidos esses graciosos galanteios...


Obs. Este texto foi inspirado no diálogo poético teatral O ESPELHO DOS BOTOS ENCANTADOS que escrevi e postei no www.seringalastral.zip.net
Este texto está dentro do contexto lendário do leito do RIO BRANCO, onde somos os Boto, os humanos peixes encantados. Nele a nativa tenta nos mostrar que existem coisas mais encantada que nós. E poeticamente buscamos comprovar o seu equívoco.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A lenda do reino dos beija-flores será produzida em livros, album de figurinhas, peças artesanais, musical para teatro e vídeo.

terça-feira, 29 de abril de 2008

PAGINAS DO LIVRO MÁGICO
















AQUÁRIO: A ERA DOS BOTOS III

- Veja ! O sol esta se pondo. Eu adoro vê-lo daqui. É mágico. Todo final de dia ele pinta um quadro diferente no céu. É um espetáculo belíssimo.

Algumas crianças surgem correndo pela estradinha do jardim. E sobem a varanda fazendo a maioir algazarra. O simpático senhor as recebe carinhosamente abraçando-as.

- Vovô! Trouxemos mais sementes para os passarinhos.
- Obrigado, crianças. – diz ele sorrindo. Estendendo algo semelhante a um maracá indígena que traz amarrado a cintura. As crianças depositam ali as sementes.
- Quem é esse moço, vô ?
- É um amigo especial. Os passarinhos gostam dele.
- Que bom! É mais um pra brincar com a gente. – Diz um dos garotos sorrindo. Em seguida, todos descem correndo a escada e desaparecem por entre a vegetação florida.
- Eu adoro crianças. São como filhos pra mim.
- Geralmente as crianças tem uma energia muito boa acompanhando. Normalmente me sinto bem, com elas por perto.
- Crianças são como vertentes de águas límpidas. Se você tiver o devido cuidado de não polui-las, elas passam a vida inteira produzindo maravilhas. Olhe!- diz o simpático senhor apontando novamente para o horizonte com seu cajado - O sol está se pondo. Observe que espetáculo maravilhoso.
- É lindo. Faz tempo que não olho o pôr do sol
- As vezes o tempo faz a gente esquece dessas coisas.
- Realmente a natureza tem umas coisas rotineiras que são belíssimas.
- A vida esta recheada desses espetáculos divinos, só esperando por um tempinho nosso, para nos delicia. Hoje quando olho o pôr do sol. O vejo como uma pagina de um livro cósmico, onde um criador sublime narra seus feitos.
- Que coisa bonita!
- O sol, pra mim, é um escritor divino. A terra é uma grande pagina onde registra suas idéias. O final do dia, é ele entregando a sua filha e netos, essa pagina, para que meditem sobre ela, os ajudem nessa missão de contador de histórias das eras.

- É uma visão poética muito interessante.

- O sol é o construtor, é a luz dos corpos densos. É o que nos faz vê essa dimensão material. A Lua é a sua amada e ajudante, é a luz dos corpos sultis que se desprendem dos corpos à noite quando dormimos. É o sol da noite.
O tom rosado das nuvens, aos pouco vão desbotando. No céu surgi os pequenos pontos luminosos, que vão se multiplicando. A luminosidade do sol, se assemelhar a uma grande gota de luz que depois de se chocar com a terra espalha seus pingos luminosos pela abóbada celeste. O jovem Aventureiro aproveita para admirar as pequenas estrelas. E lembra que criança muitas vezes fizera isso, junto como amigos. Que as vezes sozinho, passava um bom tempo na janela de casa, tentando descobrindo figuras geométricas formadas por elas. E o jovem deixa seus olhos passearem pelo céu do anoitecer. Deliciando-se com o pisca-pisca dos pequenos pontos. De repente, sua atenção se prende a um daqueles pontos que pisca incessantemente. Nesse instante, um clarão intenso corta o céu, e vem em sua direção, ele fecha os olhos assustado, e quando abre, vê que esta novamente na beira do igarapé. Tudo parece normal, a única diferença e que tem um pequeno fruto de cabaça flutuando nas águas gerando pequenos círculos ondulares na superfice do igarapé. O que deixa o jovem bastante intrigado. Afinal, o que aconteceu ? Será que teve uma alucinação ? Não pode ser.- Pensa ele , aquilo era real. Como que voltou ? Seu corpo vibra ele sente que esteve perto de alguma coisa muito importante, muito especial. Mas, exatamente do que ? Por que voltou ? A impressão que tem é que conhece lugar mistérioso de onde acabou de voltar. Mas conhece como ? e olhando para água corrente suspeita que o estranho acontecimento esteja ligado a cabaça que flutua nas águas, e repara que o formato dela se assemelha a cabeça de peixe Boto rodando no remanso. Inclina-se sobre o igarapé e a retira. Examina os contornos dela com cuidado, mas não consegui captar, de onde vem a estranha sensação de que esta diante de algo muito importante na sua nova aventura. Examina novamente, é vê que é apenas um fruto cabaceira comum como outro qualquer. Mas alguma coisa nele que lhe prender atenção, e resolve então guarda-lo na mochila, Talvez o pessoal da Colônia Cósmica possa explica a origem da estranha sensação que sente em contato com aquele fruto que retirou das águas.

As águas estão menos turvas, o jovem sente que seu destino já esta bem próximo. E ao Dobrar mais uma curva do igarapé tem uma surpresa agradável. a sua frente está seu Pêdo Mensageiro com uma vara de pescar olhando água corrente.
- Que bom encontra o senhor.
- Como vai, meu jovem rapaz ?
- Bem.Vim fazer outra visitinha.
- Seja bem vindo.
- Obrigado!
- Quais são as novidades ?
- O Mensageiro apareceu novamente. E pediu para mim voltar a Colônia Cósmica.
- Mandou vim pela beira do igarapé, ou foi você quem escolheu?
- Foi ele que sugeriu.
- É um bom sinal. Venha ! A aldeia é aqui pertinho. - Diz seu Pêdo levantando-se e caminhando subindo o pequeno barranco.
- O senhor estava me esperando ?
- Digamos que pressenti, que precisava vir ate aqui.
- Estava pescando ?
- Não, encontrei essa vara boiando nas águas. Acho que Algum pescador distraído, deixou cair no igarapé.
- Como vai a minha amiga Lua ?
- Vai bem. Sempre lembra de você.
- Que bom, eu também estou sempre lembrando dela.
- Vou avisa-la que estou chegando com você. Minha princesa vai adorar – Diz seu Pêdo levando a mão na cintura e tirando sua flaboca.

AQUÁRIO: A ERA DOS BOTOS II

O jovem aventureiro sabe, que o relatório desta nova aventura na floresta, estava predestinado a chegar mãos desses guerreiros viajantes que comandam formas humanas na grande nave. E lembra que seu amigo mensageiro o avisara, que não podia esquecer de no inicio do seu novo relatório, deixar o aviso para não esquecessrem que são todos enviados divinos, e que, não precisavam procura encontrar seus nomes anunciados em profecias, ou em livros tidos como sagrados para terem essa certeza. Pois não era o fato de não terem visto seus nomes nesses lugares, que os destituía desta missão; que os destituía da condição de construtores do novo mundo; De membros da nossa eterna família cósmica. A ocasião o mensageiro sentenciou que a realidade ilusória será vencida.
O jovem Aventureiro coloca o relatório na mochila, levanta-se e vai até a beira do pequeno riacho jogar um pouco de água no rosto pra alivia o calor. Ao se inclinar sobre o igarapé, pára para observa sua imagem refletida na água, e começa a sorri. Vêm à lembrança, uma seqüência de boas recordações de sua infância. Muitas vezes fizera isso. É uma sensação prazerosa, da certeza de existir como ser humano e que pode ser ver. Ali ele tem a sensação de que está no caminho certo e ver a vida brotando como uma flor sublime, exalando aromas de conhecimentos que se juntam a outros aromas produzindo o delicioso perfume do viver. Isso o faz distancia-se dos densos questionamentos que sempre o envolve quando esta perto de realizar uma grande mudança em sua vida. Vem aquela sensação de que uma força maravilhosa se aproxima, a certeza que tem que seguir enfrente; que não pode voltar atrás. E olhando para o igarapé, fica tentando imaginar como seria esse novo mundo com o qual tanto sonha. Estende as mãos até o riacho retirando um pouco de água e bebi. Algo se desprende da vegetação e cai dentro da água, bem na sua frente. E um intenso reflexo de luz sai do igarapé e explode em seu rosto, fazendo com que feche os olhos instintivamente, na intenção de protege-los. E quando abre para vê o que produziu tamanha claridade. Toma um susto inesperado que chega a perde o fôlego. Tudo em sua volta mudou. Não esta mais no mesmo lugar. Dá um rápido giro tentando orientasse no estranho ambiente, e percebe que está dentro de uma espécie de casa arredondada, toda ornamentada com motivos regionais belíssimos. Mas não vê ninguém por ali. Intrigado, caminha até a porta, abre e segue até cerca arborizada da varanda. Dali pode vê uma graciosa estradinha em meio a um magistral jardim recheado de frondosas árvores floridas. Embora estranhando a bela paisagem, curioso desce a escada e segue caminhando no meio da vegetação florida. É um belo lugar. Mas ele não esta entendendo nada do que está acontecendo. Como foi que chegou ali ? Alguma coisa muito estranha aconteceu ? onde estava o igarapé ? tudo parece um sonho. Mas por incrível que pareça, tem a certeza de não está sonhando. continua andando, tentando encontra uma resposta para aquela situação estranha. Sente uma vibração perfumada exalando da vegetação. É como se ela estivesse lhe orientando. Não demora muito, chega num espaço bastante aconchegante, árvores entrelaçam as copas, como se fossem casais enamorados dançando com as caricias da brisa mansa, que recheia de aroma o ambiente. Surpreso, vê um simpático senhor sentado, tranqüilamente alimentando alguns pássaros que sobrevoam o local. É uma visão mágica; os pássaros saltitam pelo banco, pousando pelos seus braços; brincando em seu chapéu de palha. Ele caminha em direção ao simpático senhor. Mas pára no meio do caminho. Sente a vontade de aproveita um pouco mais, a sensação de bem estar que lhe proporciona aquela cena, que parece extraída de um conto de fada. Tem alguma coisa muito familiar que envolvendo
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a tudo; que Desperta um sentimento de fraternidade confortador. O homem parece pressentir sua presença, então vira-se tranqüilamente para ele e lhe sorri. Seu sorriso é como o sorriso de um pai para um filho querido. Um sorriso simples, que o atrai de uma forma irresistível, despertando um saudável estado de espírito alegria difícil de manter sob controle. Dá alguns passos, mas vem uma sensação esquisita de que pode esta caminhando para o seu fim. E isso o faz Pará. É um misto de medo e alegria ao mesmo tempo, que deixa ainda mais confuso. Quem é aquele homem ? O simpático senhor faz um gesto carinhoso, sugerindo que se aproxime. E ao mesmo tempo aproveitando para o fazer entender, que o faça cuidadosamente, a intenção parece ser a de não assustar os passarinhos. E como num passe de mágica, a sensação esquisita desaparece. E o jovem segue calmamente em sua direção. Alguns pássaros, notando sua aproximação voam para as arvores ali perto. Mas logo retornam. O jovem sentar ao seu lado, e a impressão que tem, é que o conhece de algum lugar. Sente uma sensação de segurança indescritível. O simpático senhor lhe estende a mão, entregando algumas sementes, e com gestos pede para que estenda o seu braço para frente e abra a mão. Assim o jovem faz. Não demora, um bando de pássaros se aglomeram ao seu redor bicando as sementes em sua mão, o deixando encantado. É incrível o sentimento de paz que lhe transmiti aquele homem. Nunca imaginara que tal coisa fosse possível. É uma sensação maravilhosa de liberdade; é como se estivesse rompido uma barreira invisível milenar, que existia entre ele e a natureza. É como se a verdadeira vida estivesse lhe dando as boas vindas. E o simpático senhor lhe sussurra:
- Como está se sentindo?
- Maravilhosamente bem. Confesso que nunca me senti tão bem, em toda minha vida.
- Você é uma pessoa especial. Os passarinhos não se alimentam nas mãos de qualquer um.
- Nunca tinha visto pássaros tão de perto. É incrível. Esse lugar é mágico.
- É um lugar especial. E já faz tempo que esperamos você.
- Por mim ?
- É ! por você meu jovem Aventureiro.
- Onde eu estou ?
- Tudo o que posso dizer, é que é um lugar especial. O seu lugar preferido.
- Meu lugar preferido ? Como assim ?
- Agora que encontrou o caminho, não precisa ter pressa, fica tudo mais fácil.
- De que caminho o senhor está falando? Eu não tenho a menor idéia como vim pará aqui!
- Mas vai descobri. E lembre-se, quanto mais perto da nascente, mais inocente, mas sonhador. Novas realidades são construídas e conquistadas. E ainda temos muito o que lhe agradecer.
- Não entendi.
- Não se preocupe. O começo é assim mesmo, mas vai se acostumar. Venha!
Diz o senhor se levantando e pegando cajado. E seguem por entre a exuberante vegetação florida até chegarem a varanda da bela casa de estilo colonial nativo. Ele senta numa das cadeiras feitas de cipós e convida o jovem para sentar ao seu lado. E levanta o cajado apontando para o horizonte.

AQUÁRIO: A ERA DOS BOTOS



O jovem Aventureiro, obedecendo às orientações do Mensageiro, segue em direção a nascente do igarapé. Enquanto caminha, lembra o primeiro contato que tivera com ele. Lembra o tempo que gastou para chegar a Colônia Cósmica, foi uma missão difícil, mas valera apena encontrar aquele lugarejo no meio floresta. Ali, aprendera olhar o meio ambiente natural, como um manancial de conhecimentos simbólicos, construídos e desenvolvidos pela natureza através dos milênios. O desafio diário, de tentar entender os propósitos divinos através de suas criações; de buscar decifrar os significados dessas edificações naturais. Transformou suas incursões na floresta uma aventura prazerosa; é como estivesse transitando pelas salas de uma escola celestial milenar. Sabe, que não foi por acaso que o Mensageiro sugeriu que seguisse pela beira do igarapé. Com certeza, tinha algo especial esperando por ele naquele trajeto.
Embora já tenha algum tempo, a visita que fez a Colônia Cósmica ainda guarda com carinho especial, as lembranças da experiência que tivera por lá. A viagem interdimensional foi inesquecível; não existe nada a que possa compara aquela experiência. Recorda-la é trazer de volta as vibrações suaves do espaço etéreo iluminado. O Seringal Astral é um lugar fantástico, jamais esquecera. Tudo era perfeito naquela cidade de luz; a harmonia indescritível que transbordava de suas estruturas continuam vivas em sua memória. Já transcorrera algum tempo. Seus pensamentos mudaram um pouco. Mas lembranças continuavam ali como uma jóia interdimensional preciosa; como uma fonte inesgotável de energia, abastecendo a sua fé; transformando-se num farol precioso na hora da duvida; o fazendo mais tolerante diante dos acontecimentos da vida; mais compreensivo diante das verdades que vinham lhe oferecer. Tinha certeza que todos tinham seus caminhos. Mas que no final, chegavam no mesmo lugar.
A única coisa que ainda não conseguia entender direito no meio de tudo isso, é a reação de algumas pessoas diante do seu relatório. Por que elas estavam tão preocupadas em saberem, se era real ou não, o seu relato? Talvez não tenham entendido o espírito da coisa, ou os propósitos divinos que o levaram a redigi-lo.- pensa ele.- Achava estranho, que muitos não acreditassem, que tinha publicado aquele belo relatório espiritual, apenas, pelo simples prazer de expor suas idéias, e assim contribuir de alguma maneira, com um bem estar que fosse comum a todos. Pelo contrário, acreditavam que se tornara adepto de uma nova ordem religiosa que estava nascendo no meio da floresta. Talvez isso tenha surgido, devido a forma simples e cristalina com o que, buscou transmitir a sua compreensão do que vem a ser o grande propósito da existência terrestre, usando uma ótica divinatória da natureza, misturada a temas regionais. Achava engraçado, aqueles que suspeitavam que fizera contato com uma civilização extraterrena, que diziam que seu relato, era uma forma bem elaborada de camuflar o pensamento dessa suposta tribo de alienígenas. No começo tentou dissipar essas duvidas, mas isso se tornou uma coisa desgastante, e resolvera deixa pra lá esse tipo de discursão. sabia que todos tinham o direito de duvidar e levanta questionamentos sobre o que bem quisessem. Pois tudo é questionável. A única coisa inquestionável mesmo; é o nosso direito e liberdade natural de a tudo puder questionar. Mas, nada disso se compara, a felicidade que sente, ao lembrar daqueles que vinham o parabenizar pela mensagem que trouxera de sua viagem no plano etéreo interdimensional. Que declaravam achar divina a pequena frase, que traduzia o espírito de amor aos semelhantes, e todo a Bíblia sagrada, de forma simples em seu conteúdo.
Depois de muito andar, refletindo sobre as diferentes reações que provocara o seu relatório. Resolve pára um pouco para aproveitar a confortadora melodia das águas, e por em pratica a sugestão que dera seu amigo Mensageiro. Pega seu relatório para reler mais uma vez. Depois de algumas horas de leitura. Percebe, que alguns detalhes em seu relato, não estavam expostos com a devida clareza; que não dera o devido destaque, por exemplo; a questão do formato das residências construídas na Colônia Cósmica. As casas de seu Pêdo, do índio Araiu e a do nativo Otob, eram muito mais que simples construções. Percebe que não deixara pistas suficientes, para que as pessoas tivessem a atenção necessária, que pudessem chegar a ponto de perceberem nelas, um pensamento solidificado; as paginas de um livro nativo bastante original; que traduzia bem, o que vinha a ser para aquela enigmática comunidade, as diferentes espécies de vida do planeta; que não deixara claro nas entre linhas, que aparti dali podia desenvolver-se uma linha de raciocínio muito interessante, e que para isso, bastava leva em conta; que a casa de seu Pêdo, tendo um aspecto urbano; a do Araiu a de um habitat indígena, e a de Otob, um ninho de pássaro em formato gigante. Revelavam a tradução de uma observação, em que mostravam a existência de uma ação equivalente ao nível de inteligência, entre os seres das mais diferentes espécies; que de forma sultil, mostravam que o pensamento de construir uma morada, estava presente em todas as espécies, e que a única diferença entre elas, estava na forma como traduziam e colocavam na pratica esse pensamento.
A brisa na floresta, chega como um anjo suave brincando na folhagem, o que faz relembra, as ultimas conversas que tivera com seu amigo Mensageiro. Lembra que ele o alertara, para que aguçasse sua sensibilidade observativa, para que pudesse dimensionar melhor a importância de seu relatório, lhe chamando a atenção no sentido de entender, que ali estava contido algo que ia além da sua atual capacidade de compreensão racional; algo que poderia ser compreendido como os primeiros alicerces de uma nova consciência planetária; e que sua volta a Colônia Cósmica, tinha alguns objetivos imprescindíveis. Um deles era o de Extrair os novos significados de tudo que viu e ouviu por lá. Que estava em suas mãos, as sementes de onde poderia germinar uma consciência popular poderosíssima. E que isso poderia vir a desencadear, aquela que seria considerada a ultima grande guerra mundial; a guerra que tornaria possível a travessia perfeita nos portais de águas doces, que davam acesso ao novo mundo; ao reino de paz na terra; a tão sonhada ERA DE AQUÁRIO. Prevista para chegar nesse novo milênio.
E ali sentado,tenta novamente entender, o que seu amigo quis dizer com ultima grande guerra mundial. Pois, a ultima coisa que quer ver nesse mundo, é uma guerra mundial. E não se sente bem, pensando na possibilidade, de que poderia ser pessoa que levaria os seres humanos a tomar essa atitude equivocada, com o intuito de implantar uma nova “ordem”. E por mas que tente entender. Não consegue compreender, como o seu relatório poderia gera uma coisa tão abominável. Pois tudo o que exalta ali, é amor de forma ampla, total e irrestrita entre as pessoas. Isso volta a lhe deixar perturbado. O que o faz lembrar novamente de seu amigo. Lembra que ele insistiu para que mantivesse a serenidade quando esses pensamentos viessem rondar sua cabeça; pois, se tudo seguisse como previsto, ele constataria, que seria um prazer participa dessa batalha final. Que essa guerra era essencial para restabelecimento do contato universal com nosso verdadeiro caráter .
Na calmaria da floresta, olhando a água corrente, o Aventureiro recorda de muitas coisas enigmáticas e ate mesmo assustadoras, que foram ditas pelo Mensageiro; Afinal, quando e como aconteceria o tal do dilúvio que despertaria os seres humanos ? despertaria como?. Qual seria a tal “palavra perdida” que desorientou os seres ? como ele iria encontra-la no meio da floresta ? que palavra era aquela, que tinha que ser resgatada por todos viajantes interdimensional, que atualmente navegam na tal da grande nave orgânica ?

segunda-feira, 28 de abril de 2008







O LENDÁRIO BOSQUE DAS FLORES










A LENDA DO REINO BEIJA-FLORES



(A MAIS BELA HISTÓRIA DO MUNDO)
CLENILSON BATISTA






POR QUE OS BEIJA-FLORES NÃO ANDAM?






“QUEM NÃO RECEBER O REINODE DEUS COMO UMA CRIANÇINHA,DE MODO ALGUM ENTRARÁ NELE.”Lucas 18:17












Há muito tempo atrás, existia um reino, conhecido como o reino dos beija flores, onde os beija-flores azuis imperavam, e os humildes beija-flores amarelos eram tratados como os súditos.Por todos os recantos do reino, existiam deliciosas e aromáticas fontes de nécta. Que jorravam em horários predeterminados pelo rei, e esse poder de fazer as fontes jorrarem dava ao rei o poder sobre todos os beija-flores do reino, principalmente sobre os pobres beija-amarelos, que dependiam das fontes para sobreviverem. E em troca desta sua benevolência, o rei exigia que os amarelos trabalhassem diariamente, limpando ruas, construindo casas e palacetes para seus amigos e familiares. Os pobres amarelos moravam em ninhozinhos pobres, construídos em cima de velhos troncos de árvores, alguns viviam em condições deprimente, muitos dormiam pelo chão, embrulhados com folhas secas que caiam das árvores, mas sempre sonhando com dias melhores.Quando chegava certa época do ano, o rei obrigava os amarelos irem trabalhar em lugares distantes da cidade. E o número de adultos que ficava na aldeia, não era o suficiente para cuidar de todos os idosos, doentes e recém-nascidos durante esse período, por isso muitos desses morriam de fome, pois não tinha quem os conduzisse até as fontes de nécta para alimentarem-se. Os amarelos eram proibidos de reclamarem dessa e de outras injustiças cometidas pelo rei. A maioria vivia revoltada, muitos descarregavam suas revolta, embriagando-se com nécta fermentado e brigando entre si. E o rei, em nome da ordem e dos bons costumes reino, mandava os trancafiarem em calabouços imundos, construídos nos arredores da cidade.Todos os anos era promovida uma grande festa popular. Durante esses dias, tantos os azuis, quanto os amarelos, fantasiavam-se e saiam pelas ruas sorrindo, cantando e dançando. Era uma festa aguardada com muita expectativa por todos, principalmente pelos amarelos, que durante esses dias esqueciam um pouco da vida sofrida que tinham, e embriagavam-se sonhando com uma vida longe da servidão humilhante que lhes era imposta pelos nobres Azuis.Mas a grande esperança dos amarelos era alimentada por uma antiga lenda, que ia sendo passada de pai para filho. Contava essa lenda que num passado não muito distante, todos os beija-flores viviam sob as orientações do grande beija-flor branco, pai de todos os beija-flores, compartilhando um conhecimento que garantia a liberdade e a igualdade de direito entre eles, mas que com tempo esse conhecimento foi sendo esquecido, e terminou por ficar sob o domínio de alguns poucos beija-flores, que espertamente o guardaram em segredo e mais tarde passaram a usa-lo para dominar os outros. Dando origem à confusão e o caos social em que viviam.Essa Lenda era conhecida, como a mais bela historia do reino, e contava que o grande e sábio beija-flor branco, ao ver tanta confusão resolveu ir embora, prometendo só voltar quando todos estivessem dispostos a escuta-lo. Mas antes ele enviaria um de seus filhos mais querido, para ensiná-los as coisas esquecidas, para restabelecer a ordem, e trazer de volta o amor e a harmonia entre todos.A grande maioria dos amarelos, acreditavam que a Lenda era uma profecia deixada por seus ancestrais, e que um dia ia se realizar, por isso costumavam reunirem-se em lugares espaçosos, nos finais de semana, para contá-la uns aos outros, e aproveitavam esses momentos para discutirem os belos ensinamentos contidos nela. Já outros, costumavam conta-la aos seus filhotes, apenas por acharem a lenda uma agradável e bem elaborada estória de incentivo ao amor entre os semelhantes. Porem entre eles existiam alguns mais radicais, que questionavam o culto que os amarelos faziam a lenda, e a todo custo tentavam convence-los de que a lenda era fruto da imaginação fértil do rei e seus conselheiros; que tudo não passava de um sonho idiota criado por eles, com a intenção de iludi-los; fazer com que os amarelos alimentassem a esperança em dias melhores, que nunca chegariam, argumentando, que a lenda tinha o propósito de neutralizava o instinto guerreiro dos alegres e incansáveis beija-flores amarelos, evitando assim, que eles se levantassem em lutar contra as injustiças cometidas pelo rei.Mas de nada adiantava tais argumentos, a Lenda do beija-florzinho encantado, parecia ter vida própria. Sobrevivia a tudo e a todos.O tempo foi passando, e num belo dia de festa, a jovem filha do rei, que raramente saia de dentro dos muros do palácio, resolveu participar da grande festa, e mesmo sabendo que estava proibida de brincar nas ruas. Mandou confeccionar uma bela fantasia de beija-flor amarela, com a intenção de ir ver de perto os famosos jovens beija-flores amarelos que animavam a festa.E foi assim, brincando alegremente pelas ruas do reino, que a jovem princesa com seu jeito simpático, rapidamente fez amizade com algumas beija-florzinhas amarelas, e uma delas lhe apresentou um dos jovens artistas do reino, que era adorado pelas beija-flores amarelas, e tido como rei dos artistas entre os amarelos.



Foi amor à primeira vista, ficaram perdidamente apaixonados। Mas o romance entre azuis e amarelos, era terminantemente proibido no reino।
E a princesinha, melhor do que ninguém, sabia desta proibição, e resolveu então guarda em segredo sua identidade. Foram dias maravilhosos para eles, a princesa estava feliz e ficava encantada com as brincadeiras e travessuras artísticas do atraente beija-florzinho amarelo que fazia com que ela fosse um dos grandes destaque na festa.Passado os dias festivos, a princesa temendo perder o seu amor, resolveu não revelar a sua identidade. E com muito esforço o convenceu de que seus encontros teriam que acontecer às escondidas no meio da floresta. A principio o jovem beija-florzinho amarelo estranhou, mas acabou concordando com ela.A princesinha nunca tinha se sentindo tão feliz em sua vida. E sempre encontrava uma maneira de sair do palácio sem ser percebida, para ir se encontrar com o novo namorado. Tudo seguia muito bem, até que um belo dia, a princesinha descobriu que estava esperando um ovinho, e entrou em desespero. Ia ser difícil manter o seu disfarce naquela condição. E passou então a viver num terrível dilema. Se revelasse o acontecido ao seu jovem namorado, ia ter que revelar a ele o porquê do seu temor, e consequentemente a sua identidade. E isso, com certeza ocasionaria o fim do seu romance. E mesmo que ele aceitasse a situação, ainda iam ter que compartilhar com a duvida que rondava as cabeças de todos os beija-flores reino, que era, a de que ninguém sabia dizer como seria um filhote de uma beija-flor azul com um beija-flor amarelo.Os dias foram passando, e a princesa não sabendo mais o que fazer para resolver o problema, pediu ao jovem beija-flor amarelo, que no próximo encontro trouxesse a amiga que os apresentou no meio da grande festa, argumentando que tinha algumas coisas importantes para conversa com ela. Na verdade a princesa tinha a esperança, de junto com ela encontrar uma saída para o seu drama. E sem desconfiar de nada, o jovem beija-flor amarelo atendeu ao pedido da princesa.E foi assim, longe dos olhares do jovem beija-flor amarelo, que aconteceu o decisivo encontro entre elas. Começaram conversando animadamente sobre as novidades da vida de cada uma, e quando a princesa sentiu que podia confiar em sua amiga, abriu então seu coração, e contou a ela toda a historia que a muito custo vinha guardando em segredo. Ao ouvir a historia, a jovem beija-florzinha amarela entrou em pânico. Pois sabia que se o rei descobrisse a sua cumplicidade no romance da princesa, no mínimo ele mandaria expulsa-la da cidade junto com sua família. E sem duvida, os enviaria para o lado mais escuro da floresta; um lugar de onde jamais alguém conseguiu voltar. Foram momentos difíceis para as duas. A princesa chorou muito e pediu por tudo de mais sagrado que ela entendesse a situação. E foram tantas as suplicas que findou por convencer a beija-florzinha amarela a ajudá-la. Porem quando a beija-florzinha protificou-se a ajudá-la, a princesinha ficou tão feliz, mas tão feliz que começou a sorri, dançar e a movimentar as asinhas com tanta rapidez que levantou vôo rodopiou e ficou flutuando no ar. Ao ver aquilo a beija-florzinha amarela paralisada, revirou os olhos e caiu desmaiada no chão. A princesinha desceu rapidamente, e a pegou a amiga pelas asinhas e a balançou varias vezes chamando pelo seu nome. Tudo em vão, a beija-florzinha estava imóvel. Desesperada, a princesa começou a gritar pedindo socorro, mas estava muito longe para ser ouvida. E só depois de muito esforço e sofrimento, foi que ela finalmente conseguiu fazer com que a beija-florzinha amarela recuperasse os sentidos, e com os olhos ainda marejados de lágrimas, perguntou a sua amiga o que tinha acontecido. A beija-florzinha amarela, bastante assustada, a empurrou pedindo para que se afastasse, lhe chamando de bruxa; de alma de outro mundo, entre outras coisas. Surpresa com a reação de sua amiga, a princesinha afastou-se e ficou tentando entender o porquê da reação de sua amiga. E quando se sentiu desfeita do susto, começou a analisa toda situação, e foi ai que percebeu o tamanho da bobagem que acabara de fazer. Pois no momento de sua felicidade, esquecera que os beija-flores amarelos não sabiam o que era voar. Isso deve ter sido um choque para sua amiga, e com certeza complicava ainda mais a situação, pois sem querer, ela tinha revelado para jovem beija-florzinha amarela, um dos mais bem guardados segredos dos azuis. E isso, era algo imperdoável entre os nobres da corte, e se eles descobrissem este acontecimento com certeza ela e sua amiga, seriam condenadas à morte nos calabouços do castelo.Foram precisas muitas horas de conversa e paciência, para a princesinha acalmar sua amiga e faze-la entender a delicada situação em que as duas acabaram se metendo. E não tendo outra saída, a princesa contou toda verdade que existia por trás do que a jovem beija-florzinha amarela acabara de presencia. Deixando bem claro, as conseqüências terríveis que poderiam ter, se aquele segredo fosse revelado a mais alguém e chegasse ao ouvido do rei. E como forma de resolver a situação elas então fizeram um juramento de guardar em segredo o inesperado acontecimento. E a beija-florzinha para ajuda a princesa com o seu ovinho, concordou em fingir-se de grávida, para quando o ovinho nascesse todo pudessem pensar que o ovinho era seu e não da princesa. Mas para que esse plano desse certo a jovem beija florzinha amarela teria que convencer um beija-flor a casa-se com ela, ela tinha um namorado que não parecia muito disposto a contrair matrimônio, e a princesa resolver dá então uma força para que isso se concretizasse o mais rápido possível, e numa bela noite pediu ao seu amigo pintor que pintasse suas penas com tinta florescente e usando o dom de voar foi até ninhozinho do namorado de sua amiga, e assim o convenceu usando o argumento de que sua namorada estava grávida de um beija-florzinho sagrado enviado pelo grande beija-flor branco. Diante da espantosa visão, o namorado da beija-florzinha amarela não teve duvida, juntou-se em matrimônio com ela.Chegou o dia do ovinho vir ao mundo. E como as duas tinham combinado, voltaram se encontrar no meio da floresta. E no meio da conversa a beija-florzinha amarela expôs a preocupação que tinha, quanto ao aspecto que poderia ter o filhote da princesa. A princesinha por seu lado, revelou que tinha perdido algumas noites de sono com a mesma preocupação, que chegou a ter pesadelos horríveis envolvendo seu filhote. As duvidas eram tantas que temerosas com o futuro do beija-florzinho, resolveram que o melhor a fazer seria quebra o ovinho quando ele viesse ao mundo.A princesinha deu a luz ao esperado ovinho. Por alguns instantes as duas ficaram em silencio, olhando para o ninhozinho improvisado no meio da vegetação. Estavam encantadas com a beleza que tinha o tal ovinho, nunca em suas vidas tinham visto nada parecido. Ele brilhava como uma esmeralda ao sol; a floresta ao redor parecia festeja seu nascimento. A beija-florzinha amarela muito triste afastou-se a procura de algo bastante resistente para quebrar o ovinho. A princesinha afastou-se para não ver o seu belo ovinho ser quebrado. A beija-florzinha voltou com um pedaço de galho, aproximou-se do ovinho, e levantou para desferir o golpe fatal, mas ficou com o galho parado no ar. O sentimento materno falou mais alto dentro dela. Não encontrou força e nem coragem suficiente para realizar o que pretendia. Chamou então a princesinha para ajudá-la. E juntas elas descobriram que não tinham coragem de destruir aquela coisinha frágil e indefesa, não parecia justo exterminar uma vidinha que não tinha a menor chance de defender-se. E abraçadas, elas choraram muito, e depois de muita conversa, elas decidiram correr o risco de chocar o ovinho, sem se preocuparem com o futuro. E para que a princesa não corresse o risco de ser descoberta, a beija-florzinha amarela assumiria a responsabilidade de esquentá-lo diariamente, até chegar o dia do nascimento do filhote. Feliz da vida, a princesinha partiu para o castelo, combinando de voltar quando estivesse próximo o dia do nascimento.Porem, antes chegar o esperado dia, o velho bruxo do castelo, fazia seus trabalhos mágicos no porão do castelo, quando teve a visão de um acontecimento magnífico, e foi correndo relata-lo ao rei. Chegando lá, contou que vira surji no céu, uma grande flor brilhante de cor estranha, que ia deixando um rastro luz por onde passava, e que era conduzida por um jovem beija-florzinho muito estranho, que anunciava a queda do seu reino, e que no final da visão, ouviu uma voz anunciando, que o ovinho que trazia o novo rei, já estava sendo chocado em algum lugar no reino. E o rei surpreso e ao mesmo tempo assustado com o relato, pois acreditava nos poderes sobrenaturais do velho bruxo. Perguntou se ele sabia onde estava o tal ovinho. O bruxo respondeu que não. Mas pediu que ele tomasse providencias urgentes, pois corria um sério risco de perder o seu trono. O rei mandou chamar os conselheiros, e em seguida convocou o comandante do exército e ordenou que reunisse a tropa, e saísse pelo reinado, vasculhando todos os ninhos existissem, e recolhesse todos os ovinhos que encontrassem pela frente. E não importava que fosse um ovinho de um beija-flor azul ou amarelo. E levassem todos para lado escuro da floresta. Onde seria mais fácil monitora-los e detectar com facilidade, o nascimento de algum beija-florzinho estranho entre eles.Ao saber das ordens dadas por seu pai, a princesinha foi até onde estava a tropa reunida e pedi ao comandante para que não deixasse os guardas entrassem numa determinada área da floresta, pois era um lugar sagrada para os membros da família real, e se desobedecesse a sua ordem, podia pagar muito caro por sua desobediência. O comandante não ousou questionar a ordem da princesinha. E partiu com a tropa para cumprir a dolorosa missão.Em toda a existência do reino dos beija-flores, nunca tinha sido vistas cenas tão tristes e cruéis. Em poucos dias, todos os ovinhos do reino tinham sido recolhidos, e no meio da confusão, muitos foram quebrados. Uma tristeza imensa abateu-se sobre o reino dos beija-flores. Por todos os lugares, papais e mamães beija-flores choravam por seus ovinhos. E graças à obediência do comandante, o belo ovinho cor de esmeralda da jovem princesa foi o único que escapou no meio da confusão que foi gerada pela ordem do rei. Isso para a felicidade da princesa e a alegria da beija-florzinha amarela, que carinhosamente passava os dias a esquentar o ovinho no meio da floresta.Finalmente chegou o dia. O filhote veio ao mundo forte e saudável. As duas amigas vibraram muito, e olhavam admirada para o estranho beija-florzinho de cor esverdeada brilhante. A única coisa que ele tinha semelhante aos outros beija-flores, era as pequenas penugens vermelhas entre as penas de seu corpo.Logo perceberam que não podiam levá-lo para conviver entre os beija-flores do reino. Pois com certeza a sua cor iria despertar curiosidade, e para não correr o risco de ver toda a história da princesa vir à tona. Resolveram que o melhor seria criá-lo às escondidas no meio da floresta, até encontrarem uma solução para o caso. Pois sabiam que seria muito difícil cria-lo, longe de tudo e de todos.O tempo passou e o beija-florzinho cresceu. E durante esse período recebeu uma atenção toda especial de sua mãe, que aproveitava os momentos em que ficavam a sos, para passar a ele os segredos e as artes secretas dos nobres azuis. Os dias foram passando, e quando sentiram que ele já estava preparado para viver em comunidade. A princesinha foi novamente até a casa do seu amigo pintor e pediu que ele produzisse uma tinta amarela especial que fosse bastante resistente. Passaram-se alguns dias e o sábio pintor entregou a ela a encomenda. De posse da tinta, a princesinha e sua amiga, banharam o beija-florzinho com um nécta especial e em seguida tingiram suas peninhas esverdeadas brilhantes, de cor amarela. E foi assim, que sem levantar suspeitas quanto a sua origem, que ele foi levado para viver entre os beija-flores amarelos do reinado.Aos pouco o beija-florzinho começou a se destacar entre os beija-flores amarelos, principalmente entre os jovens e as crianças, que adoravam sua esperteza e principalmente ouvir as belas histórias que só ele e seus amigos sabiam contar. Nesse período começaram a acontecer algumas coisas estranhas na aldeia dos amarelos. Nas portas dos ninhos onde moravam doentes, idosos e recém-nascidos, todos os dias apareciam fartos potes do mais puro nécta. Os pobres beija-flores amarelos que recebiam esses misteriosos potes, agradeciam ao céu pela dádiva pedindo ao grande pai dos beija-flores que desse vida longa a alma caridosa que os ajudava no anonimato. Em pouco tempo, a aparição dos misteriosos potes tornou-se o assunto preferido entre os amarelos. E não demorou para que a historia chegasse ao ouvido do rei. E o rei desconfiado, mandou um dos seus espiões ir investigar o que estava acontecendo entre os amarelos. O espião disfarçou-se de amarelo e assim foi conviver alguns dias entre eles. E tratou logo de fazer algumas amizades estratégicas e não demorou muito para ganhar a confiança de seus novo amigos, e com certa tranqüilidade, passou então a investigar a origem dos misteriosos potes de nectas. Passado algum tempo, voltou ao castelo para dar as primeiras informações ao rei, disse ao rei que a história dos misteriosos potes, estava de alguma forma ligada a um grupo de jovens beija-flores, que viviam cercado de jovens, adultos e crianças. Mas era fácil saber qual deles liderava o grupo, pois todos falavam sempre sobre as mesmas coisas, uns complementavam o que o outro diziam, como se fosse um só beija-flor falando pelo bico de todos, todos conheciam as mesmas historias e contavam elas revesando-se harmoniosamente. O rei ordenou que voltasse e passasse a vigiá-los mais de perto, para descobrir quem liderava o tal grupo de beija-flores. E assim o espião fez, e com muito jeito conseguiu infiltrar-se no meio deles, e ficou impressionado com o tratamento que todos dedicavam ao pequeno beija-florzinho, era impressionante, eles o seguiam por toda parte, pedindo conselhos, ou para que iniciasse uma de suas belas historias recheadas de ensinamentos. E ouvindo essas histórias o espião desconfiou que o beija-florzinho amarelo, na verdade fosse um beija-flor azul disfarçado. Pois só os azuis conheciam as histórias que ele contava aos seus amigos quando estavam a sos. E para desfazer as duvidas, ele então esperou um momento em que todos passeavam pelas ruas da cidade, juntou-se a multidão e num momento de descuido do beija-florzinho, cortou um pedaço de suas penas, e saiu correndo se escondendo no meio multidão e levou o pedaço de pena para o velho bruxo examinar. Assim que o bruxo pegou o pedaço da pena, logo percebeu tratasse de uma pena tingida com uma tinta especial, e jogou sobre ela uma poção de solvente, mas nada aconteceu, e só depois de exaustivas mudanças de formulas e experiências foi que ele finalmente conseguiu descolorir uma pequena parte do pedaço da pena do beija-florzinho, revelando a cor verde brilhante que ela tinha. Assustados com a descoberta, foram correndo mostra-la ao rei. Que diante da estranha evidencia, convocou seus conselheiros para analisar a situação.A descoberta pegou a todos de surpresa. Ninguém sabia a origem do tal beija-florzinho, mas de uma coisa todos tinham certeza, o tal beija-florzinho tinha que ser neutralizado o mais rápido possível, pois com certeza, ele sabia de coisas que os amarelos não podiam saber. Tinham que ser tirado de circulação antes que fosse tarde demais, mas isso teria que ser feito de forma reservada; de maneira que não levantasse suspeita ou revolta entre os amarelos, pois como puderam constatar, o misterioso beija-florzinho era adorado por todos.O rei e seus conselheiros então elaboraram um plano de ação. E foi assim, que de forma bem orquestrada, os azuis foram espalhando boatos entre os amarelos, que levantavam suspeitas quanto à origem do beija-florzinho, diziam que ele era um enviado de um reino tenebroso e distante, e que estava ali para ganhar a confiança deles e depois destruí-los. Não demorou muito, e pelos quatros canto da cidade comentava-se que os dons artísticos e os freqüentes discursos que o beija-florzinho fazia contra o rei, escondiam as suas verdadeiras intenções. Aos pouco a vida do beija-florzinho foi se tornando complicada. Ficava cada vez mais difícil desfazer as suspeitas que recaiam sobre ele. Muitos beija-flores amarelos passaram a olhá-lo com desconfiança. Nesse meio tempo, o velho bruxo do reino conseguiu desenvolver um solvente capaz de descolori vagarosamente a tinta especial que cobria as penas do beija-florzinho. E quando o rei e seus conselheiros perceberam que tinha chegado o momento favorável, colocaram a segunda parte do plano em ação. O rei decretou que o beija-florzinho fosse preso sob a acusação de perturbação da ordem e conspiração contra o reino.O beija-florzinho foi preso, açoitado e arrastado pelas ruas da cidade, para que todos vissem como o rei tratava seus inimigos, e como castigo exemplar, mandou que o amarrassem de asas bem abertas no meio da grande praça da cidade. E ali, diante da multidão, o velho bruxo expôs a todos o pote de solvente especial que trazia nas mãos, dizendo trata-se de uma formula mágica, e assim dizendo, banhou o beija-florzinho, para que todos vissem a grande verdade ser revelada, e o deixou ali, exposto ao sol.As horas foram passando, e para espanto de todos que não conheciam a origem do beija-florzinho, a sua verdadeira cor foi sendo revelada, as suas penas começaram a soltar pequenos brilhos. E no final da tarde, já sofrendo com o cheiro do solvente, o beija-florzinho parou de respira. Ao verem os pequenos brilhos que se desprendiam das penas do beija-florzinho, alguns começaram a chorar, outros entraram em desespero acreditando que tinham sacrificado o beija-florzinho da lenda, que veio para libertá-los, o grande pai tinha enviado o grande libertador dos beija-flores, mas eles não o tinham reconhecido, tudo o que o beija-florzinho ensinava, eram exercícios de amor entre os semelhantes, independente das cores de suas penas.A beija-florzinha amarela, muito triste, foi até o castelo pedi autorização para retirar o corpinho sem de vida de seu filho de criação do meio da praça. No caminho encontrou a princesa, e abraçada a ela, contou o lamentável acontecimento, mas para sua surpresa, a princesinha reagiu tranqüilamente, e pediu para que ela não chorasse, pois tudo acontecera como previsto. Era preciso que seu filho fosse sacrificado, para que podesse libertar-los, de forma sábia e tranqüila, sem conflitos e sem derramamento de sangue. E mesmo sem entender o que a princesinha estava querendo dizer, A beija-florzinha voltou para retira o corpo sem vida da praça. E juntos com os amigos o levaram até uma gruta, no alto de uma pequena montanha para sepultá-lo.Rei ordenou o comandante da guarda imperial, que escolhesse alguns beija-flores de sua confiança, para vigiar a gruta. Pois não queria que os amigos do beija-florzinho cometessem o sacrilégio de retirá-lo de lá, e o levasse para ser enterrado num lugar que era tido como sagrado pelos azuis e amarelos, pois desonraria os seus antepassados.Veio à noite, os guardas já estavam quase dormindo, quando um barulho estranho os despertou. E olhando para o alto viram alguns vultos se movendo. Por alguns instantes os vultos ficaram flutuando no ar, e então desceram em direção a eles, que apavorados fugiram em desabalada carreira.No outro dia, a beija-florzinha amarela junto com as amigas dirigiu-se até a gruta. No caminho, logo percebeu uma grande movimentação. Muitos beija-flores seguiam apressadamente em direção a gruta, ouvia-se comentários sobre um estranho acontecimento da noite anterior. Mas ninguém sabia dizer com exatidão o que tinha acontecido. A beija-florzinha apressou os passos. E chegando lá no alto, para a sua surpresa e de todos que estavam com ela, a gruta estava aberta e o corpo do beija-florzinho não estava lá. As explicações para o desaparecimento não eram precisas; tudo era muito confuso e fantasioso. Mas de repente, em meio à movimentação em frente à gruta, alguém grita para que todos olhem para o alto de uma árvore que tem ali perto. Para surpresa geral, lá estava o beija-florzinho sorrindo, pousado num dos galhos da frondosa árvore. Assustados alguns tentaram fugir, mas foram contidos pelos amigos do beija-florzinho. O beija-florzinho pediu que ficassem calmos, pois ele tinha algumas coisas importantes para falar antes de parti para a sua nova morada. E começou revelando que fingirá-se de morto para enganar os azuis, e que essa habilidade tinha aprendido com a sua verdadeira mãe. Em seguida revelou a todos, onde e como os azuis conseguiam o nécta para abastecer as fontes do reino, e pedindo para que não se assustasse com o que ele ia fazer naquele momento, agitou então as asinhas com rapidez, flutuou no ar e desceu ate chão. A maioria dos que estava ali ficaram boquiabertos diante do feito. E ele explicou que o que eles acabaram de presenciar não tinha nada extraordinário, que aquele era o dom de voar, e que todos os beija-flores independes das cores de suas penas tinham, e se quisessem comprovar isso, tinham que parar com o costume de cortar e amarrar as penas das asas como rei e seus conselheiros os obrigava a fazer; e treinassem movimenta-las da forma correta e com bastante rapidez. Esse era o dom maravilhoso que seus ancestrais conheciam e que fazia com que eles vivessem em liberdade e tivessem acesso as vertentes de nécta, de onde os serviçais do rei colhiam os suprimentos para as fontes e daria a eles a liberdade que tanto sonhavam. E dizendo isso apresentou os amigos que podiam ajudá-los nos exercícios iniciais. Deixando bem claro que isso teria que ser feito de forma sigilosa. Ao terminar a sua exposição o beija-florzinho bateu asas e partiu para o lugar, onde em segredo, junto com seus amigos, estavam terminando de construir a nova morada para os beija-flores. E quando tudo estivesse pronto, ele voltaria para buscá-los. E marcou o dia para esse grande reencontro, e assim subiu voando e desapareceu entre as nuvens.Nesse novo reino foram erguidos imensos jardins circulares as margens de um límpido riacho que corria no meio da cidade, os jardins funcionavam como um grande relógio calendárico de flores, as sementes dos vegetais que germinavam e floresciam seqüenciadamente durante todos os meses do ano foram plantadas num formato de imensas fontes circulares belíssimas. Fazendo com que todos os meses eles tivessem flores brotando livremente, onde todos poderiam beberica nécta à vontade.O tempo foi passando. Os azuis começaram a estranhar comportamento dos amarelos. Eles pareciam mais alegres, mais soltos. Trabalhavam cantando canções de exaltação à liberdade, falavam de uma vida em paz entre os beija-flores. Os conselheiros do rei estavam apreensivos, pois todo o reino parecia está vivendo uma inexplicável transformação depois que o misterioso beija-florzinho desapareceu. Como medida preventiva o rei e seus conselheiros elaboram leis que proibia os beija-flores de fala ou mencionar qualquer coisa que estivesse ligada ao beija-florzinho. Aparti daí os amigos do beija-florzinho passaram a ser perseguidos, humilhados e presos.O tempo passou e chegou então o período da grande festa do reino. E como era de costume, as ruas foram tomadas por beija-flores azuis e amarelos que se divertiam com as caravanas de artistas que se apresentavam por todos os lugares da cidade. Os três primeiros dias de festa foram de explosões de alegria nunca vistas em toda a história do reino. O rei, como era de costume, estava em seu camarote real se divertido observando a movimentação dos brincantes nas ruas, enquanto seus conselheiros olhavam desconfiados para a multidão. Estavam surpresos com tanta alegria. Nunca em suas vida tinham visto dias de festas transcorrer com tanta paz, sem brigas, sem um conflito sequer entre os brincantes.Chegou então o ultimo dia de festa. Todos os amarelos se dirigiram para o centro da cidade, para participarem da grande confraternização encerramento festivo. Eles cantavam, pulavam, sorriam e faziam brincadeiras com os azuis, que não conseguiam entender o porquê de tanta eufórica. As ruas estavam cheias, todos os amarelos do reino estavam ali, era difícil caminhar. Jovens, crianças e velhos estavam todos por ali se divertindo. O rei estava feliz, pois apesar da grande aglomeração, tudo seguia na mais perfeita ordem. E assim foi, até que de repente, para a sua surpresa e de todos nobres presentes. Uma bela musica de exaltação a liberdade entre os beija-flores embalou a multidão, todos cantavam se abraçando sorrindo, e ao termino dos últimos acorde do refrão, todos fizeram um brusco silencio. Um silêncio tão profundo que dava pra ouvir o ruído da brisa soprando nas folhas. Pegando os nobres de surpresa, o rei assustado, mandou o comandante ir verificar o que tinha acontecido com os brincantes. O comandante acompanhado por sua tropa fez uma ronda cautelosa no meio da multidão, e voltou para informa o rei que todos pareciam estar numa espécie de transe; petrificado olhando para o céu. E por mais que ele e seus guardas tivessem insistido, ninguém se moveu para dá explicação sobre o inesperado silêncio. Nos camarotes os nobres começaram a ficar inquietos. O rei resolveu gritar para os artistas que reiniciasse a festa. Mas sua voz ecoou pelo silêncio da praça, ninguém se moveu. O rei insistiu para que a multidão voltasse a se divertir, mas tudo em vão, todos continuavam parados olhando para céu. Aos poucos os nobres foram sendo tomados por uma sensação de pânico, e conforme os minutos foram passando essa sensação foi aumentando. O rei se mostrando bastante assustado sentou-se no trono, e ficou esperando o tempo passar, tentando entender o que estava acontecendo. E não demorou muito para ter a resposta, de repente, todos os beija-flores explodiram em gritos eufóricos e pulos de alegria. Dando um inesperado susto nos nobres, que apavorados quase caem de seus camarotes, alguns se abraçaram buscando proteção, olhando assustados para a multidão. Nas ruas todos apontavam para o céu, os músicos voltaram a cantar com toda a energia ao som de seus instrumentos musicais. Os nobres olharam para o céu, para verificar o que tinha provocado tamanha manifestação de alegria. E avistaram então um pequeno pontinho verde luminoso se aproximando, e para a surpresa do rei e de todos nobres ali presentes, perceberam que se tratava do beija-florzinho que tinham dado como morto, e que agora estava ali, descendo calmamente e pairando sobre a multidão, que delirava balançando os seus maracás, seguido de movimentos coreográficos dando formam a um lindo jardim artificial feito com as penas coloridas de suas asas, especialmente pintadas para está ocasião, para saudar o beija-florzinho na sua volta triunfal. O rei ordena ao comandante que mande seus guardas detê-lo. Mas o chefe dos conselheiros intervem, aconselhando o rei para que não faça tal coisa, pois se assim o fizer, irá revelar a todos o grande segredo imperial e as conseqüências disso podem ser impreviseis naquele momento. Não tendo outra opção, o rei deixa o beija-florzinho se aproximar de seu camarote. O beija-florzinho sorrindo, ironicamente dirigi-se ao rei pedindo desculpa por ter interrompido a festa daquela maneira. Os amarelos deliram aplaudindo. E ele então se vira para multidão e diz a todos que o novo reino já está pronto, e os convida para acompanhá-lo até a nova morada. A multidão volta aplaudi-lo pulando entusiasmadamente. O rei grita para que não lhe dêem ouvido, e o chama de impostor, dizendo que ele ia arrastá-los para uma armadilha; e pede para que observem a cor de suas penas; e o chama de aberração da natureza e ordenando para que se retire do reino. O beija-florzinho sorrindo e sem perde a pose, responde que a sua cor, é uma cor sagrada. E que ela é o fruto de um amor verdadeiro, que está acima dos amarelos e das classes sociais inventadas pelos seus conselheiros; que sua cor tem um nome, ela chama-se verde, e é um símbolo da união das cores azul e amarela. E dizendo isso ele convida seu pai para que voe até onde ele está, para que a multidão possa conhecê-lo. O jovem beija-flor rei dos artistas amarelos alça vôo e vai se junta a ele, para o espanto dos azuis, que não conseguem acredita no que acabaram de vê. O beija-florzinho pede a sua mãe que se apresente e junte-se a eles. Faz-se um novo silencio, todos ficam na expectativa e se entreolham ansioso tentando descobrir quem poderia ser a mãe do beija-florzinho no meio da multidão. E para surpresa geral, a jovem princesa alça vôo de seu camarote real e vai em direção eles. O rei se desespera, a rainha mãe cai desmaiada. A multidão delira novamente, a princesa pedi a todos que façam uma despedida pacifica. E aproveita para agradece a beija-florzinha amarela e o seu companheiro, pela preciosa ajuda na criação e educação de seu filhote querido, em seguida convida todos os azuis que queiram viver uma vida nova, que os acompanhem para o novo reino. O rei ordena seu comandante que os detenha. A princesa pede ao comandante para que não tente impedi-los, pois os amarelos estão em maioria e conhecem muito bem o grande segredo real. O rei e seus conselheiros não acreditam no que estão escutando; não acreditam que todos amarelos ali presentes saibam voar. O jovem beija-florzinho, dá uma meia volta no ar, e junto com seus pais pedi a todos que os acompanhem. O jovem pai começa a cantar, seguido pela princesa. Os beija-flores começam a bater as asas ritmadamente seguindo a música, e vão acelerando aos poucos, até agitarem suas asas com bastante velocidade e levantarem vôo produzindo uma tempestade de vento que joga longe a coroa do rei e os enfeites dos camarotes, virando mesas e carruagens de pernas para o ar. Uma grande maioria de azuis os acompanha voando de forma harmônica e organizada. E lá no alto eles então formam uma grande flor de cor esverdeada. Que soa como um convite para aqueles que estão indecisos em terra. Outras dezenas de azuis levantam vôo e os seguem. Em pouco tempo, o centro da cidade é um imenso vazio, de resto de fantasias e pedaços de camarotes espalhados pra todos os lados. Os nobres azuis permanecem parados olhando para o céu, tentando entender o que aconteceu. O rei desce do que restou do seu camarote e pedi para que tragam a sua carruagem para conduzi-lo ao palácio. Passasse algum tempo, e nada da carruagem aparecer, ele esbraveja chamando seus serviçais para tragam sua carruagem, e nada, nem sinal de carruagem, ele então cai na real. Os beija-flores amarelos que eles usavam como escravos se foram com o beija-florzinho verde. E como os azuis não sabem manejar as carruagens, todos são obrigados a voltarem a pé para o castelo. Daquele dia em diante, restou aos azuis, apenas ficarem pelos cantos lamentando o acontecido. Agora iam ter que lavar suas próprias roupas, preparar suas comidas, arrumar suas casas. Resumindo, o reinado dos azuis chegava ao fim. E longe dali, num lugar bem distante na floresta, acontecia uma festa com milhares de beija-flores azuis e amarelos. E o beija-florzinho verde é coroado o novo rei dos beija-flores. E como primeiro ato do seu reinado, o encantado beija-florzinho pedi a todos que colham as sementes dos arbustos que florescem e saíam semeando por toda os lugares férteis que encontrarem na terra. E decreta que daquele dia em diante não existiam mais súditos no reino, e ordena que todos sejam coroados como rei; que todos sejam tratados como nobres. E então, num belo dia de primavera, aconteceu a grande festa de coroação coletiva dos beija-flores, e foi nesse dia o beija-florzinho foi coroado e aclamado por unanimidade como o rei dos reis dos beija-flores. A paz e a harmonia voltaram reinar entre eles. Azuis e amarelos podiam namorar e casar sem problemas. E resultando disto, foi a geração de beija-flores de todas as cores. Por isso, toda vez que você vê uma flor brotando ou um beija-florzinho voando, lembresse desta historinha que foi contada pelo rei de Maracá ao encantado Botintim e seus amigos no grande palácio dos jardins do bosque das flores. O Botintim e seus amiguinhos foram os encarregado de levar essa história para lendária aldeia dos contadores de histórias da floresta junto com as páginas do grande livro mágico do rei de Maracá. Mas essa é uma outra aventura. Com certeza você já ouviu a história do beija-florzinho encantado sendo contada de alguma forma. Talvez com outros personagens. Mas através dos tempos a mensagem permanece a mesma. O amor puro e sincero pelos nossos semelhantes tem uma força transformadora poderosa. Que alguns podem até paralisá-la por algum tempo, mas dete-la, jamais.E para que o reino dos beija-flores nunca mais voltasse a ser divido pelas cores de suas penas e que o dom de voar nunca mais fosse esquecido, o pequeno e sábio rei dos reis dos beija-flores, decretou que no novo reino todos usariam as asas como meio de locomoção, e essa ordem até hoje é religiosamente cumprida. Por isso até hoje os beija-flores não andam, para se locomoverem, eles voam. E a força irresistível deste ato ultrapassou fronteiras, alcançando outras espécies, outras civilizações. E chegou até a humanidade, onde as asas passaram a ser usadas como um símbolo universal de liberdade. E com os beija-flores de todas as cores vivendo em harmonia, o grande beija-flor branco voltou a reinar por eles. E como diz uma das frases da canção de liberdade que se transformou num hino de pacificação do reino dos beija-flores:AMA! AMAR É TUDO.









" NO MEIO DA PRAÇA E DE UMA E DA OUTRA BANDA DO RIO, ESTAVA A ÁRVORE DA VIDA, QUE DÁ DOZE FRUTOS, DANDO SEU FRUTO DE MÊS EM MÊS, E AS FOLHAS DA ÁRVORE SÃO PARA A SAÚDE DAS NAÇÕES.”(APOCALIPSE 22: 02)