segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Apócrifos da Lenda do Reino dos Beija-flores

Eis trechos de alguns fragmentos do arquivos de memória do lendário RIO BRANCO que foram restaurados no aperiodico conhecido como novo milênico terrestre.
Para que entenda melhor esses é preciso que conheça a FABULENDÁRIA narrativa da LENDA DO REINO DOS BEIJA-FLORES
"...E o encantado menino-peixe Botintim ajudou o pequeno rei dos
beija-flores apagar o incêndio que os amarelos provocaram no bosque
das fontes de nécta do rei, pois tentavam assim enfraquecer o poder que o rei
tinha sobre os pobres beija-flores amarelos.
O Botintim chamou todos a beira rio e disse que essa não era a formas mais certa acabar com o poder dos nobres beija-flores azuis. Pois destruindo as fontes de nécta, estavam também destruindo as fontes que os alimentavam. E
o pequeno rei dos beija-flores então disse:
- A melhor maneira de mudar essa ilusória diferença de classes e todos os equivocos produzidos por elas, não é destruindo o reino dos beija-flores azuis. É construindo o nosso próprio reino, com as nossas próprias fontes de nécta.
Perguntaram então ao pequeno rei:
- Como vamos construir um reino para os amarelos, se não temos sequer
uma fonte de nécta na aldeia?
- Eu e o Botintim pensamos nisso.- Disse o pequeno rei.- E encontramos uma solução,
descobrimos como transportar as fontes de nécta para onde a gente quiser.
- Como podemos fazer isso?
Então o Botintim levantou seu Maracá e balançou dizendo:
- Sorriam! a grande festa está começando."
(Existe fragmentos que afirmam que esta ultima frase do pequeno Botintim, é
uma das frases mais repetida nas festa do novo reino dos beija-flores).
A cena do beija-florzinho buscando ajuda para apagar o fogo no bosque
é uma cena bastante conhecida dos lendologos. Muitas vezes isolam essa
narrativa para usa-la como incentivo a idealistas revolucionários. Entre as versões mais populares, temos a seguinte:
" A vegetação ardia em fogo, e o beija-florzinho, desesperado ia até o
rio pegava um pouco de água no bico e jogava sobre as chamas, os
amigos pediam para que ele parasse com aquela luta em vão, pois sozinho não ia conseguir apagar o incendio na floresta."
E o beija-florzinho respondeu aos seus amigos. Mas essa resposta difere
entre algumas narrativas conhecidas, mas a essencia dela continua. Vejamos duas que são bastante conhecidas:
1) - Eu estou fazendo o que acho certo.
E a outra:
2) - Eu estou fazendo a minha parte.

Obs. Entre as variações complementares do relato acima, temos a seguinte:
" O encantado menino-peixe Botintim, vendo todo o esforço que ia além da pequena estrutura do beija-florzinho, se solidarizou com a atitude e foi em seu auxilio. Saltou no rio e transformou-se em peixe, e assim batendo varias vezes com a calda nas águas fez um grande banzeiro que o ajudou a apagar o incêndio."

Outros fragmentos que parecem estar ligados aos relatos que antecedem a grande festa são os seguintes:

"...E com o tempo os azuis já não estranhavam mais os beija-flores
amarelos carregando seus maracás preso a cintura, ou reunidos
usando para dança e cantar. "

Outro trecho que com certeza está ligado ao momento de transição administrativo comunitária festivo dos beija-flores amarelos, é o seguinte:

"...E os amarelos saudavam as visitas balançando o Maracá, dizendo:
- Vida a festa!
E o visitante respondia:
- Vida longa!
E o outro dizia:
- De paz !
E o visitante:
- De amor!"

Como podemos constata, esse ultimo fragmento está em sintonia com a narrativa da Lenda do Reino dos Beija-flores. Fica claro que antecede o momento da organização tribal solidária dos beija-flores amarelos que deu origem a reação que mudou a história dos beija-flores. Dá para perceber que antecede a realização da grande festa. Em linhas gerais podemos ver que os Maracás entram ai como peças fundamentais da história. Provavelmente foi com os maracás que os amarelos transportaram as sementes dos arvoredos que floriam no bosque das fontes de néctas imperiais, até o local onde foi erguido o novo reino.
Outro ponto interessante que é bom destacar, é a inesperada utilidade que ganha o Maracá na cultura dos beija-flores amarelos, principalmente no auxilio e execursão das ações que levaram os amarelos a fazerem a transformação social que tanto sonhavam. Uma transformação sem conflitos; sem julgamento exagerados ou desnecessários.
E esse detalhe dos Maracás presente nestas informações, vem assegura a presença da figura do rei de maracá que é senhor da lendária aldeia dos contadores de história das florestas.

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