terça-feira, 29 de abril de 2008

AQUÁRIO: A ERA DOS BOTOS II

O jovem aventureiro sabe, que o relatório desta nova aventura na floresta, estava predestinado a chegar mãos desses guerreiros viajantes que comandam formas humanas na grande nave. E lembra que seu amigo mensageiro o avisara, que não podia esquecer de no inicio do seu novo relatório, deixar o aviso para não esquecessrem que são todos enviados divinos, e que, não precisavam procura encontrar seus nomes anunciados em profecias, ou em livros tidos como sagrados para terem essa certeza. Pois não era o fato de não terem visto seus nomes nesses lugares, que os destituía desta missão; que os destituía da condição de construtores do novo mundo; De membros da nossa eterna família cósmica. A ocasião o mensageiro sentenciou que a realidade ilusória será vencida.
O jovem Aventureiro coloca o relatório na mochila, levanta-se e vai até a beira do pequeno riacho jogar um pouco de água no rosto pra alivia o calor. Ao se inclinar sobre o igarapé, pára para observa sua imagem refletida na água, e começa a sorri. Vêm à lembrança, uma seqüência de boas recordações de sua infância. Muitas vezes fizera isso. É uma sensação prazerosa, da certeza de existir como ser humano e que pode ser ver. Ali ele tem a sensação de que está no caminho certo e ver a vida brotando como uma flor sublime, exalando aromas de conhecimentos que se juntam a outros aromas produzindo o delicioso perfume do viver. Isso o faz distancia-se dos densos questionamentos que sempre o envolve quando esta perto de realizar uma grande mudança em sua vida. Vem aquela sensação de que uma força maravilhosa se aproxima, a certeza que tem que seguir enfrente; que não pode voltar atrás. E olhando para o igarapé, fica tentando imaginar como seria esse novo mundo com o qual tanto sonha. Estende as mãos até o riacho retirando um pouco de água e bebi. Algo se desprende da vegetação e cai dentro da água, bem na sua frente. E um intenso reflexo de luz sai do igarapé e explode em seu rosto, fazendo com que feche os olhos instintivamente, na intenção de protege-los. E quando abre para vê o que produziu tamanha claridade. Toma um susto inesperado que chega a perde o fôlego. Tudo em sua volta mudou. Não esta mais no mesmo lugar. Dá um rápido giro tentando orientasse no estranho ambiente, e percebe que está dentro de uma espécie de casa arredondada, toda ornamentada com motivos regionais belíssimos. Mas não vê ninguém por ali. Intrigado, caminha até a porta, abre e segue até cerca arborizada da varanda. Dali pode vê uma graciosa estradinha em meio a um magistral jardim recheado de frondosas árvores floridas. Embora estranhando a bela paisagem, curioso desce a escada e segue caminhando no meio da vegetação florida. É um belo lugar. Mas ele não esta entendendo nada do que está acontecendo. Como foi que chegou ali ? Alguma coisa muito estranha aconteceu ? onde estava o igarapé ? tudo parece um sonho. Mas por incrível que pareça, tem a certeza de não está sonhando. continua andando, tentando encontra uma resposta para aquela situação estranha. Sente uma vibração perfumada exalando da vegetação. É como se ela estivesse lhe orientando. Não demora muito, chega num espaço bastante aconchegante, árvores entrelaçam as copas, como se fossem casais enamorados dançando com as caricias da brisa mansa, que recheia de aroma o ambiente. Surpreso, vê um simpático senhor sentado, tranqüilamente alimentando alguns pássaros que sobrevoam o local. É uma visão mágica; os pássaros saltitam pelo banco, pousando pelos seus braços; brincando em seu chapéu de palha. Ele caminha em direção ao simpático senhor. Mas pára no meio do caminho. Sente a vontade de aproveita um pouco mais, a sensação de bem estar que lhe proporciona aquela cena, que parece extraída de um conto de fada. Tem alguma coisa muito familiar que envolvendo
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a tudo; que Desperta um sentimento de fraternidade confortador. O homem parece pressentir sua presença, então vira-se tranqüilamente para ele e lhe sorri. Seu sorriso é como o sorriso de um pai para um filho querido. Um sorriso simples, que o atrai de uma forma irresistível, despertando um saudável estado de espírito alegria difícil de manter sob controle. Dá alguns passos, mas vem uma sensação esquisita de que pode esta caminhando para o seu fim. E isso o faz Pará. É um misto de medo e alegria ao mesmo tempo, que deixa ainda mais confuso. Quem é aquele homem ? O simpático senhor faz um gesto carinhoso, sugerindo que se aproxime. E ao mesmo tempo aproveitando para o fazer entender, que o faça cuidadosamente, a intenção parece ser a de não assustar os passarinhos. E como num passe de mágica, a sensação esquisita desaparece. E o jovem segue calmamente em sua direção. Alguns pássaros, notando sua aproximação voam para as arvores ali perto. Mas logo retornam. O jovem sentar ao seu lado, e a impressão que tem, é que o conhece de algum lugar. Sente uma sensação de segurança indescritível. O simpático senhor lhe estende a mão, entregando algumas sementes, e com gestos pede para que estenda o seu braço para frente e abra a mão. Assim o jovem faz. Não demora, um bando de pássaros se aglomeram ao seu redor bicando as sementes em sua mão, o deixando encantado. É incrível o sentimento de paz que lhe transmiti aquele homem. Nunca imaginara que tal coisa fosse possível. É uma sensação maravilhosa de liberdade; é como se estivesse rompido uma barreira invisível milenar, que existia entre ele e a natureza. É como se a verdadeira vida estivesse lhe dando as boas vindas. E o simpático senhor lhe sussurra:
- Como está se sentindo?
- Maravilhosamente bem. Confesso que nunca me senti tão bem, em toda minha vida.
- Você é uma pessoa especial. Os passarinhos não se alimentam nas mãos de qualquer um.
- Nunca tinha visto pássaros tão de perto. É incrível. Esse lugar é mágico.
- É um lugar especial. E já faz tempo que esperamos você.
- Por mim ?
- É ! por você meu jovem Aventureiro.
- Onde eu estou ?
- Tudo o que posso dizer, é que é um lugar especial. O seu lugar preferido.
- Meu lugar preferido ? Como assim ?
- Agora que encontrou o caminho, não precisa ter pressa, fica tudo mais fácil.
- De que caminho o senhor está falando? Eu não tenho a menor idéia como vim pará aqui!
- Mas vai descobri. E lembre-se, quanto mais perto da nascente, mais inocente, mas sonhador. Novas realidades são construídas e conquistadas. E ainda temos muito o que lhe agradecer.
- Não entendi.
- Não se preocupe. O começo é assim mesmo, mas vai se acostumar. Venha!
Diz o senhor se levantando e pegando cajado. E seguem por entre a exuberante vegetação florida até chegarem a varanda da bela casa de estilo colonial nativo. Ele senta numa das cadeiras feitas de cipós e convida o jovem para sentar ao seu lado. E levanta o cajado apontando para o horizonte.

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